Avaliação dos níveis séricos de troponinas I em pacientes com doença renal crônica

Autores

  • João Gabriel Assis Toledo toledojoao.farma@gmail.com
  • Ícaro Morais de Paula Kashima icaro_kashima@hotmail.com
  • Wilkes de Oliveira duwilkes@hotmail.com
  • Wendel Mattos Pompilho pompilho@gmail.com
  • Cristiano Guilherme Alves de Oliveira cristiano.farma@hotmail.com
  • Juliano Gomes Barreto julianobarreto@hotmail.com

DOI:

10.24281/rremecs2022.7.12.32-42

Palavras-chave:

Troponina I, CK-MB, Lesão Renal Crônica

Resumo

Troponinas são marcadores biológicos de lesão cardíaca, sendo um dos mais precisos. Nos eventos de Infarto do Agudodo Miocárdio os níveis de troponina tende-se a alterar de 3 a 6 horas após seu início, chegando ao pico em até 12 horas, permanecendo alterado de 7 a 14 dias. No entanto, há relatos de resultados “falsopositivos” em pacientes portadores de lesão renal. O presente trabalho teve como objetivo avaliar os níveis de troponina I em pacientes com doença renal crônica sem evidências clínicas e/ou laboratoriais de lesão miocárdica. O presente trabalho foi realizado na Universidade Iguaçu (UNIG), Campus V – Itaperuna, em parceria com o Laboratório de Análises Clínicas Kashima do município de Guaçuí-ES, utilizando como material de pesquisa amostras de soro fornecidas pelo laboratório supracitado, oriundas de pacientes com diagnóstico de doença renal crônica atendidos através do setor de hemodiálise da Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí. Foi evidenciado que 17,1% dos pacientes do grupo de pacientes renais crônico apresentaram elevação nos níveis de troponina I, assim como 8,6% destes tiveram seus níveis de CK-MB elevados e 1,4% apresentaram elevação em ambos os marcadores. Assim, conclui-se que pacientes portadores de doença renal crônica podem apresentar resultados “falsopositivos” para Troponina I mesmo com a ausência de lesão cardíaca evidente.As razões de ocorrência dos resultados falso positivo encontrados ocasionando falha na especificidade dos testes realizados, não são muito bem conhecidas e elucidadas.

Descritores: Troponina I, CK-MB, Lesão Renal Crônica.

 

Evaluation of serum troponin I levels in patients with chronic kidney disease

Abstract: Troponins are biological markers of cardiac injury, being one of the most accurate. In the events of Acute Myocardial Infarction, troponin levels tend to change from 3 to 6 hours after its onset, reaching a peak within 12 hours, remaining altered from 7 to 14 days. However, there are reports of “false-positive” results in patients with kidney injury. The aim of the present study was to assess troponin I levels in patients with chronic kidney disease without clinical and/or laboratory evidence of myocardial injury. The present work was carried out at the Iguaçu University (UNIG), Campus V - Itaperuna, in partnership with the Kashima Clinical Analysis Laboratory of the city of Guaçuí-ES, using as research material the serum from the aforementioned laboratory, from patients with a diagnosis of chronic kidney disease treated through the hemodialysis sector of the Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí. It was evidenced that 17.1% of the patients in the group of chronic renal patients had dissipation in troponin I levels, as well as 8.6% had their CK-MB levels elevated and 1.4% elevated elevation in both markers. Thus, it is concluded that patients with chronic kidney disease may present “false positive” results for Troponin I even with the absence of evident cardiac damage. very well marked and elucidated.

Descriptors: Troponin I, CK-MB, Chronic Kidney Injury.

 

Evaluación de los niveles de troponina I sérica en pacientes con enfermedad renal crónica

Resumen: Las troponinas son marcadores biológicos de daño cardíaco, siendo uno de los más precisos. En los eventos de Infarto Agudo de Miocardio, los niveles de troponina tienden a cambiar de 3 a 6 horas después de su inicio, alcanzando un pico dentro de las 12 horas, permaneciendo alterados de 7 a 14 días. Sin embargo, hay informes de resultados "falsos positivos" en pacientes con daño renal. Este estudio tuvo como objetivo evaluar los niveles de troponina I en pacientes con enfermedad renal crónica sin evidencia clínica y/o de laboratorio de daño miocárdico. El presente trabajo se llevó a cabo en la Universidad de Iguazú (UNIG), Campus V - Itaperuna, en alianza con el Laboratorio de Análisis Clínicos Kashima de la ciudad de Guaçuí-ES, utilizando como material de investigación muestras de suero proporcionadas por dicho laboratorio, de pacientes diagnosticados de enfermedad renal crónica tratados a través del sector de hemodiálisis de la Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí. Se demostró que el 17,1% de los pacientes del grupo de pacientes renales crónicos presentaban un aumento de los niveles de troponina I, así como el 8,6% de ellos tenían elevados los niveles de CK-MB y el 1,4% tenían un aumento de ambos marcadores. Así, se concluye que los pacientes con enfermedad renal crónica pueden presentar resultados “falsos positivos” para Troponina I incluso en ausencia de daño cardíaco evidente, son muy conocidos y esclarecidos.

Descriptores: Troponina I, CK-MB, Daño Renal Crónico.

Referências

Henry JB. Diagnósticos Clínicos e Tratamento por Métodos Laboratoriais. 21 ed. Barueri: Manole, 2013; 255-261.

Ellis AK. Serum protein measurements and the diagnosis of acute myocardial infarction. Circulation. 1991; 83(3):1107-1109.

López-Sendón J. Troponinas y otros marcadores de daño miocárdico. Mitos y realidades. Rev Española Cardiologia. 2003; 56(1):16-19.

Segre CAW. Sobre a elevação persistente de troponina em pacientes diabéticos portadores de doença coronária obstrutiva estável. 2015. 159 f. Tese (Doutorado) - Curso de Medicina, Cardiologia, Universidade de São Paulo. Disponível em: <http://www.incor.usp.br/sites/incor2013/docs/egressos-teses/2015/Dez_2015_carlos_alexandre_wainrober_segre.pdf>. Acesso em 15 jan 2019.

Robitaille R, Lafrance JP, Leblanc M. Reviews: altered laboratory findings associated with end stage renal disease. Seminars In Dialysis. 2006; 19(5):373-380.

Lapa E. Como interpretar níveis de troponina em paciente com disfunção renal. 2018. Disponível em: <https://cardiopapers.com.br/como-interpretar-niveis-de-troponina-em-paciente-com-disfuncao-renal/>. Acesso em 16 jan 2019.

Twerenbold R, Boeddinghaus J, Nestelberger T, Wildi K, Gimenez MR, Badertscher P, et all. Clinical Use of High-Sensitivity Cardiac Troponin in Patients with Suspected Myocardial Infarction. Journal of the American College of Cardiology. 2017; 70(8):996-1012.

Martins CS. Troponina: Estrutura, Fisiopatologia e Importância Clínica para Além da Isquemia Miocárdica. Porto: Arq Med. 2009; 23(6):221-240.

Panteghini M, Bunk DM, Christenson RH, Katrukha A, Porter RA, Schimmel H, et al. Standardization of troponin I measurement: na update. Clin Chem Lab Med. 2008; 1502-1505.

Serrano Junior CV, Cecotti HC, Uehara TM, Leite R, Costa MC. Doença coronária aguda e insuficiência renal crônica. Rev Bras Hipertens. 2008; 15(3):147-151.

Gabriel IC, Nishida SK, Kirsztajn GM. Cistatina C sérica: uma alternativa prática para avaliação de função renal. J Bras Nefrol. 2011; 2(33):261-267.

Martucheli KFC, Domingueti CP. Clinical Use full ness of Cystatin C to Assess the Prognosis of Acute Coronary Syndromes: A Systematic Review and Meta-Analysis. International Journal Of Cardiovascular Sciences. 2018; 290-307.

Risch L, Huber AR. Glucocorticoids and increased sérum cystatin C concentrations. Clin Chim Acta 2002; 320:113-34.

Baxmann AC, Ahmed MS, Marques NC, Menon VB, Pereira AB, Kirsztajn GM, Heilberg IP. Influence of Muscle Mass and Physical Activity on Serumand Urinary Creatinine and Serum Cystatin C. Clinical Journal of the American Society of Nephrology. 2008; 3(2):348-354.

Peralta CA, Katz R, Sarnak MJ, Ix J, Fried LF, Boer I, et all. Cystatin C Identifies Chronic Kidney Disease Patient sat Higher Risk for Complications. Journal of the American Society of Nephrology. 2010; 22(1):147-155.

Lal SM, Nolph KD, Hain H, Moore HL, Khanna R, Van Stone JC, Twardowski ZJ. Total Creatine Kinase and Isoenzyme Fractions in Chronic Dialysis Patients. The International Journal of Artificial Organs. 1987; 10(2):72-76.

Robbins MJ, Epstein EM, Shah S. Creatine Kinase Subform Analysis in Hemodialysis Patients without Acute Coronary Syndromes. Nephron. 1997; 76(3):296-299.

Soeiro AM, Gualandro DM, Bossa AS, Zullino CN, Biselli B, Soeiro MCFA, et al. Sensitive Troponin I Assay in Patients with Chest Pain - Association with Significant Coronary Lesions with or Without Renal Failure. Arq Bras Cardiologia. 2017; 70.

Thiengo DA, Lugon JR, Graciano ML. Troponin I serum level spredict the need of dialysis in incident sepsis patients with acute kidney injury in the intensive care unit. Jornal Bras Nefrologia. 2015; 37(4):436-438.

Taglieri N, Koenig W, Kaski JC. Cystatin C and Cardiovascular Risk. Clinical Chemistry. 2009; 55(11):1932-1943.

Publicado

30-06-2022
Métricas
  • Visualizações 0
  • pdf downloads: 0

Como Citar

TOLEDO, J. G. A. .; KASHIMA, Ícaro M. de P. .; OLIVEIRA, W. de .; POMPILHO, W. M. .; OLIVEIRA, C. G. A. de .; BARRETO, J. G. . Avaliação dos níveis séricos de troponinas I em pacientes com doença renal crônica. Revista Remecs - Revista Multidisciplinar de Estudos Cientí­ficos em Saúde, [S. l.], v. 7, n. 12, p. 32–42, 2022. DOI: 10.24281/rremecs2022.7.12.32-42. Disponível em: https://revistaremecs.com.br/index.php/remecs/article/view/809. Acesso em: 11 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos