ACESSO À TRIAGEM NEONATAL PRECOCE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
DOI:
10.24281/rremecs.2020.10.02a03.CIPCEn.145Palavras-chave:
Triagem Neonatal, Cuidado da Criança, Recém-NascidoResumo
Desde 2001 o Programa Nacional de Triagem Neonatal faz parte das políticas de saúde da criança e de pessoas com deficiência e, por meio da coleta de sangue na região do calcanhar do recém-nascido (RN), detecta precocemente doenças metabólicas; genéticas; enzimáticas e endocrinológicas, tais como: fenilcetonúria; hipotireoidismo congênito; doença falciforme; fibrose cística; deficiência da biotinidase e; hiperplasia adrenal congênita. Evidências mostram o aumento da cobertura da triagem neonatal nas Regiões Norte, Nordeste e Sul, onde foi demonstrado otimização do tempo de chegada das amostras para análise, oportunizando o diagnóstico precoce e início do tratamento adequado da criança, em caso de resultado positivo. Objetivo: Verificar o acesso dos recém-nascidos à triagem neonatal na Atenção Primária, em município mineiro, mediante a descentralização desta ação ocorrida no início de 2017 para todas as unidades de Atenção Primária. Material e Método: Estudo transversal, com abordagem quantitativa, desenvolvido no município de Uberlândia-MG, que conta com cinco regiões de saúde (Central, Norte, Sul, Leste e Oeste) e 81 equipes de saúde da família. Atualmente são 72 unidades de atenção primária que realizam a coleta de sangue para a triagem neonatal, antes realizadas nas duas maternidades públicas e em sete unidades ambulatoriais regionalizadas. Resultados e Discussão: Análise realizada em 2019 mostrou que dos 9.669 nascimentos, 6.137 (63%) nasceram nos hospitais do SUS e foram realizadas 6.711 (69%) triagens na rede pública. Mais da metade dos testes foram realizados nas Unidades de Atenção Primária 5.301(79%), sendo 1.933 (29%) nas Unidades de Saúde da Família e, na rede de hospitais públicos, foram realizadas 1.410 (21%) daquelas. Conclusão: A descentralização da realização da triagem neonatal possibilitou acesso mais próximo da residência e pela equipe de referência do território, diagnóstico e tratamento precoce, além das ações de cuidados nos primeiros dias de vida do RN proporcionando a longitudinalidade e cuidado integral do binômio. Implicações para a Enfermagem: A organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS) para alcance dos objetivos do Programa Nacional de Triagem Neonatal de acordo com às necessidades de cada território associado ao conhecimento construído entre o profissional de saúde e a mãe/família do RN é de fundamental importância para a adequada realização do exame. Nesse cenário, a enfermagem (enfermeiro e técnico de enfermagem) por ser um dos profissionais que mais possui contato com a mãe e o RN e também com os demais familiares, desempenha importante papel no processo de incentivo e realização da triagem, bem como apoio ao aleitamento materno e demais cuidados com o RN, contribuindo para redução da mortalidade infantil e promovendo a saúde da criança.
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