A IMPORTÂNCIA FISIOPATOLÓGICA DA CARNITINA

Autores

  • Bruna Pereira Nagamine brunapnagamine@gmail.com
    Discente do Curso de Fisioterapia do Instituto Educacional Santa Catarina - Faculdade Guaraí
  • Anderson José Gonzaga Lemos anderson.lemos@iescfag.edu.br
    Docente do Instituto Educacional Santa Catarina - Faculdade Guaraí

DOI:

10.24281/rremecs.2019.05.08a10.Ijcbiomed.6

Palavras-chave:

Carnitina, Aminoácido, Ácidos Graxos, Contração Muscular

Resumo

A Carnitina é um aminoácido sintetizado no fígado e nos rins, na qual é necessário para fornecer energia metabólica para a atividade muscular do metabolismo. Esse aminoácido é de suma importância para o transporte dos ácidos graxos ativados para o interior das mitocôndrias dos miócitos, onde elas são oxidadas para fornecer energia metabólica. Todos os ácidos graxos de cadeia longa são ativados no citoplasma pela Coenzima A (CoA), e a partir desta ativação, são transportados para a mitocôndria utilizando a adenosina trifosfato (ATP) através do aminoácido carnitina, e se relacionando com a manutenção da taxa de acetil-CoA na célula, a disponibilidade da carnitina mitocondrial aumenta a taxa de oxidação de ácidos graxos, gerando assim, mais ATP para o trabalho mecânico. O objetivo deste estudo é demonstrar a importância do aminoácido carnitina nas atividades musculares metabólicas e no desencadeamento de processos fisiopatológicos. Trata-se de um estudo de revisão da literatura, os artigos que foram selecionados estavam disponíveis nos sites SCIELO e RESEARCHGATE, todos disponibilizados na íntegra. A deficiência de carnitina pode levar a distúrbios heterogêneos, mioglobinúria, necrose muscular, miopatia dos armazenamentos de lipídeos, hipoglicemia, hiperamonemia, cardiomiopatia, alteração de tônus muscular e gordura hepática. Tal deficiência, se dá pela inabilidade de metabolizar o aminoácido carnitina ou devido a ingestão inadequada do mesmo.  A deficiência da carnitina é classificada em primária, onde se tem níveis baixos de carnitina na corrente sanguínea, impedindo a chegada dela nas células necessárias. A deficiência de carnitina secundária, é relacionada com desordens metabólicas, onde há um bloqueio das passagens provocando o decréscimo da carnitina no metabolismo. Entre suas principais funções no metabolismo se destaca a facilitação da beta oxidação pelo transporte dos ácidos graxos de cadeia longa para o interior da mitocôndria, além da estimulação da enzima piruvato desidrogenase pela diminuição da razão acetil-CoA, aumentando a oxidação da glicose e aumentando o fluxo metabólico do ciclo de Krebs pela manutenção de CoA livre e pelo aumento das atividade   enzimáticas do piruvato desidrogenase e 2-oxoglutarato desidrogenase. Dessa maneira, a administração do aminoácido carnitina aumenta a oxidação de ácidos graxos no músculo, retardando o uso de glicogênio muscular evitando a fadiga.

Publicado

04-09-2019
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Como Citar

PEREIRA NAGAMINE, B. .; GONZAGA LEMOS, A. J. . A IMPORTÂNCIA FISIOPATOLÓGICA DA CARNITINA. Revista Remecs - Revista Multidisciplinar de Estudos Cientí­ficos em Saúde, [S. l.], p. 6, 2019. DOI: 10.24281/rremecs.2019.05.08a10.Ijcbiomed.6. Disponível em: https://revistaremecs.com.br/index.php/remecs/article/view/284. Acesso em: 15 jul. 2024.