A geografia da dor invisível: autoetnografia biopsicossocial da síndrome de dor complexa regional em extremidades distais
Palavras-chave:
Síndrome de Dor Complexa Regional, Autoetnografia, CinesiofobiaResumo
Introdução: A Síndrome de Dor Complexa Regional (SDCR) constitui uma condição neurológica crônica incapacitante caracterizada por dor persistente desproporcional ao trauma inicial, alterações sensitivas, autonômicas e motoras, comprometendo significativamente a funcionalidade, a autonomia e a qualidade de vida dos indivíduos acometidos. A SDCR em extremidades distais, especialmente no pé e tornozelo, ultrapassa a dimensão biomédica da lesão tecidual e evidencia repercussões neurocognitivas, emocionais e sociais frequentemente negligenciadas nos processos diagnósticos e terapêuticos. A invisibilidade da dor e a ausência de marcadores objetivos favorecem experiências de invalidação social, sofrimento psíquico, isolamento e estigmatização, reforçando a necessidade de abordagens fundamentadas no modelo biopsicossocial. Além disso, a dificuldade diagnóstica e a escassez de conhecimento sobre a síndrome contribuem para atrasos terapêuticos, agravamento funcional e ampliação do sofrimento subjetivo. Objetivo: Analisar, sob perspectiva autoetnográfica, a experiência subjetiva da SDCR, investigando as relações entre dor crônica, cinesiofobia, monoparesia funcional e impactos na participação social, autonomia e identidade ocupacional.
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