Rompendo pactos de silêncio: subvertendo a lógica manicomial do controle
Palavras-chave:
Sistema Prisional, Psicologia, Luta Antimanicomial, Direitos Humanos, Política de Saúde MentalResumo
Introdução: A execução penal brasileira ainda opera majoritariamente sob uma lógica manicomial, que associa crime à patologia e justifica o encarceramento em nome da “cura” ou da “periculosidade”. Tal perspectiva legitima práticas higienistas e punitivistas, atravessadas por marcadores sociais como raça, gênero e classe, violando os direitos humanos e produzindo mais sofrimento psíquico. A Psicologia, enquanto ciência e profissão comprometida com a ética e a transformação social, precisa se posicionar contra esse modelo. Objetivo: Discutir a importância de uma atuação psicológica que confronte a lógica manicomial no sistema penal, propondo práticas fundamentadas nos direitos humanos, na ética profissional e no paradigma da atenção psicossocial em liberdade.
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