EXPLORANDO VIVÊNCIAS E COMPARTILHANDO SABERES NA APARU
DOI:
10.24281/rremecs.2018.09.15.saspnufu1.58.59Palavras-chave:
Pessoas com Deficiência, Educação em saúde, Prevenção de doenças, Promoção em saúdeResumo
As deficiências físicas são muito comuns, no Brasil e no mundo. No Brasil, 7% da população apresenta alguma deficiência física. Essas deficiências causam certas limitações no estilo de vida de seus portadores, impactando no transporte, trabalho, educação, e em tantas outras esferas. Como medidas de prevenção secundária que visam diminuir essas limitações, a reabilitação e a educação em saúde merecem destaque. Seus resultados são bem consolidados em portadores de deficiências físicas, dentre eles os pacientes com sequelas de lesão medular e acidente vascular encefálico (AVE). Justificativa: A ação desenvolvida com os grupos de AVE e de cadeirantes na Associação de Paraplégicos de Uberlândia (APARU) teve como objetivo promover a educação em saúde em tais populações, onde todos construíram o conhecimento de forma conjunta, almejando dar-lhes mais autonomia para que possam prevenir, com os meios que dispõe, os fatores de risco para Doenças Cardiovasculares (DCV) e as escaras. Desenvolvimento: Durante o 5 período na disciplina de Saúde Coletiva, os alunos realizaram o estágio na APARU. Durante as vivências foram realizados grupos operativos com as temáticas “Prevenção de Escaras” e “Diabetes e Hipertensão”. O trabalho realizado envolveu 4 etapas sequenciais: contato inicial observativo e interativo para estabelecimento do vínculo, definição dos temas e necessidades de aprendizado levantados pelos grupos, convite aos participantes para participação dos grupos e realização dos grupos. Durante os grupos, foi inicialmente feito uma conversa sobre os temas, e então realizada uma exposição dialogada, finalizando as atividades com um bingo modificado e entrega de prêmios aos ganhadores. No grupo de Prevenção às Escaras, foi notado grande conhecimento dos participantes para com o assunto, havendo rica troca de experiências e vivências. Enquanto que no grupo sobre Hipertensão e Diabetes, os participantes não compreendiam aspectos essenciais de suas próprias enfermidades, causando baixa adesão ao tratamento e revelando a necessidade de uma conscientização emergencial para com os profissionais de saúde para com estes problemas. Além disso, neste grupo foi entregue aos hipertensos um folheto para anotar as medidas de suas pressões arteriais para acompanhamento e prevenção, sendo também aferidas pelos alunos. Conclusão: Conclui-se que é grande a importância das práticas de educação em saúde na prevenção e tratamento de doenças. Em ambos os grupos foi grande a troca de experiência e percebeu-se que o conhecimento a respeito do corpo e da enfermidade gera empoderamento e facilita a adesão ao tratamento.
Referências
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