FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS RELACIONADOS ÀS INTERNAÇÕES POR SEPSE NO BRASIL

Autores

  • Marcia Eduarda Nascimento dos Santos marcia.eduarda@urca.br
  • Gabriela Duarte Bezerra gabrielabezerra326@gmail.com
  • Sara Teixeira Braga sarinhatb2@gmail.com
  • Lorena Farias Rodrigues Correia lorenafariasrodrigues99@gmail.com
  • Aline Sampaio Rolim de Sena alinerolim.senna@gmail.com
  • Woneska Rodrigues Pinheiro woneskar@gmail.com

Palavras-chave:

Sepse, Hospitalização, Fatores de Risco

Resumo

A sepse é um grave problema de saúde pública caracterizada pela sua elevada prevalência e letalidade, correspondendo de 30% a 60% dos óbitos em UTIs, ultrapassando o câncer e o infarto agudo do miocárdio. Diante disso, é imprescindível identificar as populações que estão mais propensas a serem hospitalizadas por esse agravo, a fim de facilitar o reconhecimento precoce da doença e minimizar esses desfechos. Objetivo: este estudo objetiva descrever a influência dos fatores sociodemográficos sobre as internações por sepse no país. Material e Método: Trata-se de um estudo longitudinal retrospectivo realizado através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). As variáveis selecionadas no banco de dados foram: “septicemia”, conforme a categoria CID-10, como também, cor, sexo e faixa etária; e o conteúdo selecionado foi “internações”. A coleta dos dados ocorreu em  agosto de 2021, do período escolhido de janeiro de 2020 a janeiro de 2021. Resultados e Discussão: Os achados apontam que o sexo que apresenta maior prevalência de internação é o masculino (52,05% dos casos), e o feminino representa 47,95%; de acordo com a faixa etária, a população mais acometida foi a de 80 anos ou mais, correspondendo a 25.110 casos (21,11%) e a menor foi a de 5 a 9 anos com 1.101 casos (0,93%). Em relação a cor, a mais acometida foi a branca com 37,20% dos casos e com menor prevalência os indígenas com 0,18% dos casos. Dados segundo a literatura corroboram com os achados, apontando o sexo masculino e os idosos como públicos alvo para a infecção por sepse, visto que a população masculina apresenta resistência a busca pelos serviços de saúde, além de fatores genéticos e hormonais envolvidos; bem como os idosos  possuem  uma  maior  chance de apresentar enfermidades  devido a incidência de doenças crônicas e características fisiológicas vulneráveis. Conclusão: Portanto, a partir da definição das populações que possuem maior vulnerabilidade, é possível traçar intervenções de acordo com a ordem de prioridade desse público, visando minimizar os danos sociais e econômicos gerados pela sepse no país. Para tanto, é fundamental proporcionar capacitação adequada para os profissionais de saúde e a fiscalização de protocolos, no que tange o reconhecimento precoce e a rápida intervenção. Implicações para a Enfermagem: Diante do exposto, nota-se que é crucial para a enfermagem obter conhecimento sobre os aspectos epidemiológicos e fatores sociodemográficos envolvidos no contexto da sepse. Tendo em vista que este é o profissional que passa mais tempo junto ao paciente e, que por meio da sua incessante monitorização, pode identificar essa população de risco promovendo o reconhecimento precoce da sepse, sendo essencial para o bom prognóstico do paciente.

Publicado

09-12-2021
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Como Citar

NASCIMENTO DOS SANTOS, M. E. .; DUARTE BEZERRA, G. .; TEIXEIRA BRAGA, S. .; RODRIGUES CORREIA, L. F. .; ROLIM DE SENA, A. S. .; RODRIGUES PINHEIRO, W. . FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS RELACIONADOS ÀS INTERNAÇÕES POR SEPSE NO BRASIL. Revista Remecs - Revista Multidisciplinar de Estudos Cientí­ficos em Saúde, [S. l.], p. 113, 2021. Disponível em: http://revistaremecs.com.br/index.php/remecs/article/view/765. Acesso em: 6 jul. 2022.