TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS DURAS NO CUIDAR DE PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Autores

  • Suelayne Santana de Araújo su_lyne@hotmail.com
  • Ryanne Carolynne Marques Gomes Mendes ryannecarolynne@gmail.com
  • Niellys de Fátima da Conceição Gonçalves Costa niellys.costa@ufpe.br
  • Francisca Márcia Pereira Linhares marciapl27@gmail.com
  • Cecília Maria Farias de Queiroz Frazão ceciliamfqueiroz@gmail.com

Palavras-chave:

Cuidados de Enfermagem, Insuficiência Cardíaca, Tecnologia Educacional

Resumo

A insuficiência cardíaca apresenta elevadas taxas de morbimortalidade no cenário mundial, sendo responsável pela maior causa de internações por doenças cardiovasculares entre idosos, no Brasil. Nos indivíduos acometidos, observa-se um déficit de conhecimento sobre a doença, de modo a influenciar no autocuidado e na adesão terapêutica. Nesta perspectiva, o uso de tecnologias educacionais se torna um meio facilitador de adquirir conhecimentos que, por várias vezes, ocorre com rápida  acessibilidade  e  reprodução  contínua através  de tecnologias  duras. Objetivo: Identificar na literatura  as  tecnologias  educacionais  duras  utilizadas  no  cuidar  de  pacientes  com  insuficiência cardíaca. Material e Método: Trata-se de uma revisão integrativa, conduzida pela pergunta norteadora: “Quais  tecnologias  educacionais  do  tipo  dura  utilizadas  no  cuidar  de  pacientes  com  insuficiência cardíaca são encontradas na literatura?”. Realizada no período de dezembro/2020 a janeiro/2021 nas bases de dados MEDLINE, CINAHL, SCOPUS, Web of Science e LILACS, por meio dos descritores “Insuficiência Cardíaca” AND “Conhecimento” AND “Educação em Saúde” encontrados nos Descritores em Ciências da Saúde e Medical Subject Headings. Foram incluídos artigos originais disponíveis na íntegra e gratuitos, nos idiomas português, inglês e espanhol e que respondessem à pergunta norteadora. Não houve recorte temporal. As tecnologias educacionais foram categorizadas no tipo dura mediante a classificação de Merhy, que contempla os equipamentos tecnológicos, normas e estruturas organizacionais.  Resultados  e  Discussão:  A  amostra  foi composta  por  15  artigos,  a maioria com delineamento experimental, em que seis apresentaram o foco na construção e eficácia de meios digitais e os demais em programas e intervenções que utilizam essas tecnologias. Os aplicativos para aparelho móvel predominaram em cinco estudos, que apesar de reclamações sobre a dificuldade de operacionalização e o elevado consumo de internet, mostraram-se úteis devido à velocidade, armazenamento e compartilhamento de informações. Quatro artigos abordaram a importância das ligações telefônicas nas orientações aos pacientes com insuficiência cardíaca, para estimular e gerenciar  o  autocuidado  e  a  adesão  terapêutica,  reduzindo  as  re-hospitalizações. Além  disso, os demais estudos evidenciaram a eficácia de jogos educacionais, sites, mensagem de texto nos aparelhos, lembretes digitais, bem como o uso de CD, DVD e notebook nas intervenções educacionais, possibilitando um cuidar dinâmico e interativo, individual ou coletivo, no momento desejado pelo indivíduo. Conclusão: Os artigos demonstraram a influência positiva das tecnologias duras no cuidar aos pacientes acometidos pela patologia e na aquisição de conhecimentos de forma rápida, a qualquer momento e com interatividade, voltadas a incentivar o protagonismo do indivíduo em seus cuidados diários  e  no  tratamento.  Implicações  para  a  Enfermagem:  A  revisão  contribui para  o  incentivo  e fortalecimento da inclusão de tecnologias educacionais duras, por enfermeiros, na elaboração e aplicabilidade  de  estratégias  de  educação  em  saúde  no  cuidar  dos  pacientes  com  insuficiência cardíaca.

Publicado

09-12-2021
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Como Citar

SANTANA DE ARAÚJO, S. .; MARQUES GOMES MENDES, R. C. .; CONCEIÇÃO GONÇALVES COSTA, N. de F. da .; PEREIRA LINHARES, F. M.; FARIAS DE QUEIROZ FRAZÃO, C. M. . TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS DURAS NO CUIDAR DE PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA. Revista Remecs - Revista Multidisciplinar de Estudos Cientí­ficos em Saúde, [S. l.], p. 110, 2021. Disponível em: http://revistaremecs.com.br/index.php/remecs/article/view/762. Acesso em: 6 jul. 2022.