VIVÊNCIAS NO SERVIÇO DE ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO OBSTÉTRICO

Autores

  • Cássio da Silva Sousa cassio.silva011@gmail.com
  • Marília Aparecida de Araújo Holanda maryaraujo1515@gmail.com
  • Jade Maria Albuquerque de Oliveira jade_daring@hotmail.com

Palavras-chave:

Acolhimento, Enfermagem Obstétrica, Serviço Hospitalar de Emergência

Resumo

A Política Nacional de Humanização (PNH), lançada em 2003, objetiva pôr em prática os princípios do SUS no cotidiano dos serviços de saúde do Brasil. Dentre as suas diretrizes, têm-se o acolhimento, que implica em prestar um atendimento com resolutividade e eficácia, por meio da escuta qualificada a partir da avaliação da vulnerabilidade, gravidade e risco. No ano de 2004, o Ministério da Saúde  implementou  o  Acolhimento  com  Classificação  de  Risco  Obstétrico  em  maternidades, objetivando acolher as mulheres por meio da priorização do atendimento às situações mais graves. Nesse sentido, os enfermeiros são profissionais capacitados para avaliar os sinais e sintomas referidos pelos pacientes e, a partir disso, classificar o seu risco. Objetivo: Descrever a atuação de acadêmicos de enfermagem no setor de acolhimento com classificação de risco obstétrico em um serviço de emergência  obstétrica.  Material  e  Método:  Trata-se  de  um  estudo  descritivo,  do  tipo  relato  de experiência desenvolvido a partir da atuação de acadêmicos de enfermagem no serviço de acolhimento com classificação de risco obstétrico em um serviço de emergência de uma maternidade de referência da região norte do estado do Ceará, no período de dezembro de 2020 a junho de 2021. Resultados e Discussão: A vivência no acolhimento com classificação de risco obstétrico permitiu compreender o processo de trabalho do enfermeiro. Os acadêmicos atuavam no auxílio ao atendimento e classificação de risco, por meio da anamnese detalhada, a fim de identificar as queixas da paciente, aferição dos sinais vitais, exame físico da gestante através da ausculta dos batimentos cardiofetais, mensuração da altura  uterina  e  exame  de  toque  vaginal.  A  partir  disso,  realizava-se  a  classificação  baseada  no protocolo de Manchester. Em seguida eram encaminhadas à consulta obstétrica segundo o grau de risco. Em casos em que as usuárias apresentavam algum sinal de gravidade, eram encaminhadas para a sala de atendimento médico acompanhadas do enfermeiro e do acadêmico do setor. A partir da vivência, percebeu-se que o serviço de acolhimento com classificação de risco demanda de um olhar clínico apurado e de sensibilidade para o atendimento eficaz, pautado pela humanização durante o atendimento. Conclusão: Esta experiência permitiu aos acadêmicos de enfermagem refletir sobre a prática do acolhimento e da classificação conforme o risco do paciente. Também, permitiu aproximar-se da realidade dos serviços de saúde, subsídio essencial para aprimorar e fortalecer a prática profissional. Implicações para a Enfermagem: Subentende-se que esta experiência permitiu contribuir com a enfermagem nos seguintes aspectos: o uso do protocolo de Manchester auxiliava os enfermeiros e acadêmicos na agilidade e segurança do atendimento, garantia da confiança entre usuárias e profissionais e desenvolvimento de aprendizados e competências para os estudantes que atuavam no setor.

Publicado

09-12-2021
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Como Citar

SILVA SOUSA, C. da .; ARAÚJO HOLANDA, M. A. de .; ALBUQUERQUE DE OLIVEIRA, J. M. . VIVÊNCIAS NO SERVIÇO DE ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO OBSTÉTRICO. Revista Remecs - Revista Multidisciplinar de Estudos Cientí­ficos em Saúde, [S. l.], p. 95, 2021. Disponível em: http://revistaremecs.com.br/index.php/remecs/article/view/747. Acesso em: 30 jun. 2022.