MORTALIDADE MATERNA NOS MUNICÍPIOS DO BAIXO AMAZONAS, ESTADO DO PARÁ

Autores

  • Simone Aguiar da Silva Figueira simoneaguiar@uepa.br
  • Naiandra Jociely Ferreira Rêgo naiandra.ferreira21@gmail.com
  • Victória Pereira de Almeida victoriaalmeeidaa@gmail.com
  • Jofre Jacob Silva de Freitas jofre.freitas@uepa.br

Palavras-chave:

Mortalidade Materna, Causas de Morte, Gravidez

Resumo

A mortalidade materna (MM) é um grave problema de saúde pública, principalmente nos países em desenvolvimento, onde ocorrem 99% dos óbitos maternos. Esta é definida como a morte de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da mesma, devido a qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez. Em 2018, a Razão de Mortalidade Materna (RMM) no Brasil foi de 59,1 óbitos por 100 mil nascidos vivos, e neste mesmo ano, apenas no Estado do Pará a RMM teve alcance de 80,8 óbitos por 100 mil nascidos vivos, dado muito superior ao preconizado pela OMS, que é de 20 óbitos por 100 mil nascidos vivos. Objetivo: descrever as principais causas de morte materna nos municípios da região do Baixo Amazonas, no Estado do Pará, entre os anos 2017 a 2020. Material e Método: Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, de abordagem quantitativa, com dados obtidos através do Sistema de Informação (SIM), junto a Coordenação Estadual de Saúde da Mulher no Estado, com unidade de análise a mesorregião Baixo Amazonas, pertencente ao Estado do Pará. Resultados e Discussão: Nos anos de 2017 a 2020 foram notificados 78 casos de MM na região do Baixo Amazonas, com predomínio de 76,92% dos óbitos em mulheres pardas, na faixa etária de 20 a 35 anos, sendo que 53,84% destes óbitos ocorreram durante o puerpério. As causas de óbitos mais prevalentes foram a eclâmpsia com 20,5%, sendo esta a forma mais grave dos distúrbios hipertensivos, cuja evolução é grave e têm por principais complicações hemorragia cerebral, edema agudo de pulmão e  insuficiência  renal;  doenças  pré-existentes  foram  responsáveis  por  8,97%  dos  óbitos,  o  que demonstra falha nos serviços de saúde frente a essas intercorrências; o aborto teve incidência de

7,69%, de modo a configurar um importante fator de morte materna no Brasil, principalmente por ser realizado de maneira insegura e ilegal, além de que, quando a gestante procura o serviço de saúde, já se encontra em condições clínicas graves, apresentando sangramento vaginal abundante, febre e fortes dores; o descolamento prematuro da placenta configura 6,41% dos casos, responsável por inúmeras complicações como hemorragias, realização de histerectomias de emergência, coagulação intravascular disseminada (CIVD) e falência renal. Conclusão: O estudo identificou alta prevalência de mortalidade materna durante o puerpério, concentrando os maiores percentuais na população de cor parda e nas causas relacionadas aos transtornos hipertensivos e hemorrágicos, estando diretamente relacionadas às causas obstétricas diretas. Implicações para a Enfermagem: Diante dos dados apresentados, nota-se a importância da assistência no pré-natal, uma vez que este representa medidas assistenciais que visam a manutenção e/ou melhora do bem-estar do binômio materno-fetal, sendo de fundamental importância para o desenvolvimento saudável da gestação.

Publicado

09-12-2021
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Como Citar

SILVA FIGUEIRA, S. A. da .; FERREIRA RÊGO, N. J. .; PEREIRA DE ALMEIDA, V. .; SILVA DE FREITAS, J. J. . MORTALIDADE MATERNA NOS MUNICÍPIOS DO BAIXO AMAZONAS, ESTADO DO PARÁ. Revista Remecs - Revista Multidisciplinar de Estudos Cientí­ficos em Saúde, [S. l.], p. 69, 2021. Disponível em: http://revistaremecs.com.br/index.php/remecs/article/view/721. Acesso em: 30 jun. 2022.