VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E DESINFORMAÇÃO: ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA SUA PREVENÇÃO

Autores

  • Caroline Adelaide de Sousa carolineadelaide12@gmail.com
  • Leticia Velozo Domingos Pinto leticiavelozo99@gmail.com
  • Maria Dhescyca Ingrid Silva Arruda dhesycaingrid20@gmail.com
  • Letícia Cassiano dos Santos leticia082001@gmail.com
  • Paula de Carvalho Pereira Pitombeira paulapitombeira.pp@gmail.com
  • Sara do Couto Lira saradocouto04@hotmail.com

Palavras-chave:

Enfermagem Obstétrica, Gestante, Violência

Resumo

A Violência Obstétrica (VO) é aquela que ocorre durante o processo de trabalho de parto, parto e puerpério, sendo caracterizada como um ato de violência infligido por profissional de saúde à parturiente ou puérpera, podendo a agressão ser de caráter físico ou psicológico, estima-se que cerca de 25% das mulheres brasileiras já tenham sofrido VO. Objetivo: Identificar o papel do enfermeiro na prevenção da violência obstétrica. Material e Método: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, que se deu em 6 etapas. Na primeira formulou-se a pergunta norteadora da pesquisa, por meio da estratégia PICo. A busca de dados foi realizada na base de dados BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) no período de maio a junho de 2021. Para a coleta de dados foram utilizados os descritores em português ‘’Enfermagem obstétrica’’, “Violência contra a mulher’’, “Cuidados de Enfermagem’’, “Violência’’ e “Gestante’’, combinados entre si através dos operadores booleanos “AND’’ e “OR’’, resultando em uma amostra final de 17 artigos. Resultados e Discussão: O desconhecimento sobre o termo VO e seu significado, bem como quais ações correspondem a agressões repercutem em uma passividade das parturientes frente a assistência no processo de parto. É durante a primeira consulta do pré-natal que, além de ser feito a classificação de risco, são dadas as orientações acerca do processo de parto, devendo este ser humanizado, seguindo os princípios da Política Nacional de Humanização, com conhecimento da parturiente sobre os possíveis procedimentos a serem realizados e como ela pode negá-los.  Nota-se  que  a  desinformação,  acompanhada  de uma naturalização da VO, no que diz respeito  a retirar a autonomia da mulher nesse processo e passar ele a ser todo da equipe de assistência, contribuem para as altas taxas de VO e sua subnotificação, pois muitas mulheres não tem conhecimento do termo e suas formas. Conclusão: Conhecer e identificar as diversas maneiras com que a VO pode se apresentar é de suma importância para permitir o nascer humanizado e o protagonismo da mulher no parto, contribuindo na diminuição das taxas de cesárea e intervenções desnecessárias como a episiotomia. Implicações para a Enfermagem: A Enfermagem, no momento de consulta de pré-natal tem papel crucial em fornecer orientações sobre os direitos da parturiente, bem como garantir no momento do parto que esses sejam respeitados.

Publicado

09-12-2021
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Como Citar

ADELAIDE DE SOUSA, C. .; DOMINGOS PINTO, L. V. .; INGRID SILVA ARRUDA, M. D. .; SANTOS, L. C. dos .; PEREIRA PITOMBEIRA, P. de C. .; COUTO LIRA, S. do . VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E DESINFORMAÇÃO: ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA SUA PREVENÇÃO. Revista Remecs - Revista Multidisciplinar de Estudos Cientí­ficos em Saúde, [S. l.], p. 56, 2021. Disponível em: http://revistaremecs.com.br/index.php/remecs/article/view/708. Acesso em: 30 jun. 2022.