MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS PARA ALÍVIO DA DOR NA PARTURIÇÃO

Autores

  • Yasmim Silva Sousa yasmimsilva2605@gmail.com
  • Rosângela Carvalho de Sousa rosangelasousa453@gmail.com
  • Julianne de Figueiredo da Costa julianne.figueiredo26@gmail.com
  • Naiandra Jociely Ferreira Rêgo naiandra.ferreira21@gmail.com
  • Claudianna Silva Pedrosa pedrosaclaudianna@gmail.com
  • Simone Aguiar da Silva Figueira simoneaguiar@uepa.br

Palavras-chave:

Cuidados de Enfermagem, Alívio da dor, Trabalho de Parto

Resumo

Os métodos não farmacológicos surgem da necessidade de minimizar a dor e a ansiedade das parturientes. Durante o trabalho de parto ocorrem processos interacionais que resultam em dores relacionadas a intensidade e frequência das contrações uterinas, dilatação progressiva do colo, descida fetal, estiramento das fibras uterinas, relaxamento do canal de parto, compressão da bexiga e pressão sobre as raízes do plexo lombo-sacro, além de aspectos psicossociais que envolvem cada gestante. Objetivo: Descrever a utilização e eficácia dos métodos não farmacológicos da dor pela equipe de enfermagem durante a parturição. Material e Método: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura desenvolvida nas seguintes etapas: escolha do tema; elaboração de estratégias para coleta de dados; seleção de revisores: Scielo, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e PubMed; finalizando com a observação e comparação dos achados, com a análise de 10 (dez) artigos e resumos científicos. Os descritores utilizados foram: cuidados de enfermagem, alívio da dor e trabalho de parto. Resultados e Discussão:   Durante   a   análise   dos   artigos   selecionados   observou-se   que   os   métodos   não farmacológicos mais utilizados para alívio da dor durante o trabalho de parto são: os banhos quentes que promovem a circulação sanguínea diminuindo a ação de agentes estressores; massagens que atuam no relaxamento e melhora da circulação sanguínea por meio da aplicação de técnicas como deslizamento superficial e profundo; deambulação e uso da bolsa suíça que auxiliam na descida da apresentação fetal; além da posição de escolha da paciente que deve ser respeitada pela equipe de saúde, desde que a parturiente não fique em decúbito dorsal por muito tempo. Foi observado que o uso combinado  desses  métodos,  contribui  para  a  redução  da  percepção  dolorosa  e  dos  níveis  de ansiedade e estresse. É preconizado que as gestantes sejam informadas sobre a existência de tais métodos e seus benefícios, os quais devem ser ofertados as mulheres antes dos métodos convencionais. Outro fator importante a ser destacado é que esses métodos são de baixo custo o que os torna acessíveis para serem utilizados em hospitais públicos, privados e em partos domiciliares. Conclusão: A partir da análise dos estudos, percebeu-se que a utilização de métodos não farmacológicos se mostrou eficaz no alívio da dor de parturientes, visto que está associado a sentimentos de contentamento e bem-estar. Ademais, colaboram para diminuição da dor, redução da ansiedade e, na maioria das vezes, não é necessário associá-los ao uso de métodos farmacológicos. Implicações para a Enfermagem: A atuação da equipe de enfermagem merece destaque na implementação desses métodos nos serviços de saúde, uma vez que, democratizam o acesso e oportunizam sua prática a gestantes que muitas vezes ainda desconhecem sua utilização e benefícios.

Publicado

09-12-2021
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Como Citar

SILVA SOUSA, Y.; CARVALHO DE SOUSA, R.; FIGUEIREDO DA COSTA, J. de .; JOCIELY FERREIRA RÊGO, N.; SILVA PEDROSA, C.; SILVA FIGUEIRA, S. A. da. MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS PARA ALÍVIO DA DOR NA PARTURIÇÃO. Revista Remecs - Revista Multidisciplinar de Estudos Cientí­ficos em Saúde, [S. l.], p. 52, 2021. Disponível em: http://revistaremecs.com.br/index.php/remecs/article/view/704. Acesso em: 6 jul. 2022.