EFEITOS DO MÉTODO CANGURU SOBRE AS HOSPITALIZAÇÕES POR SEPSE NEONATAL

Autores

  • Marcia Eduarda Nascimento dos Santos marcia.eduarda@urca.br
  • Ana Caroliny Oliveira da Silva caroliny.oliveira@urca.br
  • Raimundo Domiciano de Souza Neto raimundo.domiciano@urca.br
  • Verônica Gomes de Lima veronica.gomes@urca.br
  • Emille Sampaio Ferreira emillesampaio90@gmail.com
  • Woneska Rodrigues Pinheiro woneskar@gmail.com

Palavras-chave:

Método Canguru, Sepse Neonatal, Hospitalização

Resumo

O Método Mãe Canguru (MMC) é definido como o contato pele a pele entre os pais e o neonato. Atualmente, cerca de 15 milhões de bebês nascem prematuros e em média 1 milhão morrem devido complicações pós-parto, entre elas a sepse. Logo, este método tem-se mostrado eficaz na diminuição dos índices de mortalidade, sepse, hipotermia e elevação do tempo de internação hospitalar decorrente  desses  agravos.  Objetivo:  Analisar  e  descrever  a  contribuição  do  método  canguru  na proteção contra a sepse neonatal. Material e Método:Trata-se de uma revisão integrativa, realizada em setembro de 2021, nas bases de dados LILACS e MEDLINE via BVS e PubMed, respectivamente. Foram utilizados os DeCS: Método Canguru, Sepse Neonatal e Hospitalização. Os meSHs: Kangaroo- Mother Care Method, Neonatal Sepsis, Hospitalization.  Combinados com o operador booleano AND. Utilizou-se como critérios de inclusão: artigos originais publicados em inglês, espanhol e português, sem limite temporal. Foram excluídos: estudos incompletos, e artigos não condizentes com a temática investigada. Após realizadas as buscas, identicou-se 16 estudos, que após passar pela triagem e avaliação de elegibilidade resultou em 05 publicações que adequaram-se ao objetivo do estudo. Resultados e Discussão: Os estudos indicam que o MMC apresenta um efeito protetor contra a sepse neonatal, visto que grupos mãe-canguru com casos de sepse apresentaram diferenças significativas comparadas com as de incubadora, e que acentuaram-se aos 14 dias de vida. Assim, o MMC em comparação com o tratamento convencional foi associado a uma mortalidade 40% menor, 65% menos risco de infecções nosocomiais, e 47% menos risco de sepse. Contudo, esta estratégia não obteve efeito sobre Staphylococcus aureus resistente à meticilina, nem no risco de enterocolite necrosante em neonatos. Apesar disso, esta intervenção segura e de baixo custo tem o potencial de prevenir muitas complicações associadas ao nascimento prematuro e também pode trazer benefícios para recém- nascidos a termo. Ademais, em relação a implementação do método com início precoce (nas primeiras 24h após o nascimento) versus início tardio (depois de 24h do nascimento) não foi constatada diferença significativa entre os grupos quanto à mortalidade e morbidade por sepse. Conclusão: Portanto, a variedade de resultados satisfatórios quanto a implementação do MMC evidencia a importância da execução do método para fornecer segurança, benefícios e diminuição dos casos de sepse infantil, sendo considerada um método promissor, com ampla aplicabilidade, especialmente em locais com poucos recursos, onde ocorre a maioria das mortes neonatais. Implicações para a Enfermagem: Diante disso, é notório o papel preponderante dos profissionais de enfermagem acerca da implementação do MMC como padrão de cuidados para os neonatos, com o objetivo de prevenir, orientar e proporcionar assistência integral, individual e humanizado para os neonatos e aos pais, capacitando-os para a continuidade do cuidado.

Publicado

09-12-2021
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Como Citar

NASCIMENTO DOS SANTOS, M. E. .; OLIVEIRA DA SILVA, A. C. .; SOUZA NETO, R. D. de .; GOMES DE LIMA, V. .; SAMPAIO FERREIRA, E. .; RODRIGUES PINHEIRO, W. . EFEITOS DO MÉTODO CANGURU SOBRE AS HOSPITALIZAÇÕES POR SEPSE NEONATAL. Revista Remecs - Revista Multidisciplinar de Estudos Cientí­ficos em Saúde, [S. l.], p. 51, 2021. Disponível em: http://revistaremecs.com.br/index.php/remecs/article/view/703. Acesso em: 6 jul. 2022.