SEGURANÇA DO PACIENTE: HIGIENE DAS MÃOS COMO FERRAMENTA PARA A PREVENÇÃO DE INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE

Autores

  • Pamela Nery do Lago pamela.lago@ebserh.gov.br
  • Marlene Simões e Silva marlene.simoes@ebserh.gov.br
  • Regina de Oliveira Benedito regina.benedito@ebserh.gov.br
  • Karine Alkimin Durães karine.duraes@ebserh.gov.br
  • Luciene Maria dos Reis luciene.reis@ebserh.gov.br
  • Lilian Maria Santos Silva lilian.silva@ebserh.gov.br

Palavras-chave:

Segurança do Paciente, Infecção Hospitalar, Desinfecção das Mãos

Resumo

Considerando as seis Metas Internacionais de Segurança do Paciente estabelecidas pela Joint Commission International (JCI) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), buscou- se aprofundar os conhecimentos a respeito da Meta 5 que aborda a redução do risco de infecções associadas a cuidados de saúde, com foco na higienização das mãos (HM), uma medida tida como simples e por vezes negligenciada, mas que tem enorme capacidade de evitar o risco de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). Infecções estas frequentes, que prolongam a internação e gravidade de muitos pacientes, conferindo custos elevados e um grande problema de saúde pública. Objetivo: Compreender o nível de adesão e realização da técnica correta de higienização das mãos pelos  profissionais  de  saúde  para  uma  assistência  segura.  Material  e  Método:  Trata-se  de  uma pesquisa qualitativa, exploratória, em que foi realizada no mês de março de 2021, uma revisão de literatura em artigos científicos disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando os descritores: segurança do paciente, infecção hospitalar e desinfecção das mãos. Foram encontrados 43 artigos, dos quais cinco correspondiam ao assunto em questão. Estes foram analisados na íntegra e compõe esta pesquisa. Resultados e Discussão: Os profissionais de saúde têm um baixo conhecimento sobre a técnica adequada de HM, bem como uma adesão bastante abaixo do esperado. Existe uma importante lacuna entre a teoria e a prática assistencial segura e necessária. Mesmo a grande maioria dos profissionais afirmar conhecer a técnica correta e relatar sua importância, na prática do cotidiano não realizam   a   HM   adequadamente,   tornando-se   uma   ameaçadora   fonte   de   transmissão   de microrganismos entre pacientes e entre os próprios profissionais. Conclusões: Faz-se primordial desenvolver estratégias de educação continuada que busquem garantir uma assistência segura e de qualidade. Neste cenário, as equipes de Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e do Núcleo de Segurança do Paciente de cada instituição têm papel fundamental no sentido de fornecer insumos  e  orientações  que  permitam  aos  profissionais  adotarem  uma  conduta  de  segurança  do paciente e proteção do trabalhador. Os gestores dos serviços de saúde precisam unir esforços para focar em ações criativas e constantes, que estimulem a participação da equipe multiprofissional de saúde  na  construção  de  uma  cultura de segurança que garanta uma assistência livre de riscos. Implicações para a Enfermagem: Perceber a HM como importante ferramenta para minimizar o risco de IRAS e proporcionar uma assistência mais segura para os pacientes e profissionais envolvidos  é primordial para um cuidado de qualidade e livre de danos que prolongam o adoecimento e a internação do paciente. Como maior categoria presente nos ambientes de saúde, a enfermagem é uma das mais expressivas no controle das IRAS e orientação das equipes.

Publicado

09-12-2021
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Como Citar

NERY DO LAGO, P. .; SIMÕES E SILVA, M. .; OLIVEIRA BENEDITO, R. de .; ALKIMIN DURÃES, K. .; REIS, L. M. dos .; SANTOS SILVA, L. M. . SEGURANÇA DO PACIENTE: HIGIENE DAS MÃOS COMO FERRAMENTA PARA A PREVENÇÃO DE INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE. Revista Remecs - Revista Multidisciplinar de Estudos Cientí­ficos em Saúde, [S. l.], p. 27, 2021. Disponível em: http://revistaremecs.com.br/index.php/remecs/article/view/679. Acesso em: 30 jun. 2022.